sexta-feira, 22 de março de 2013

Uma fêmea rejeitada!


Ela sente ódio. É isso o que ela sente. Ela se debate, enlouquece, joga coisas - só as que não quebram, pois ela nunca, nunca perde a razão (pobrezinha!).
Ela xinga e fala um monte de palavrões entre argumentos perfeitos - imbatíveis.

Ela põe tudo a perder.

...Tudo o que não ameaça a relação: os sorrisos amarelos na reunião de condôminio, a sua garganta, a noite de sono dos filhos. O resto ela preserva. Ela não sabe do que ele é capaz. Ela tem vontade de quebrar a casa inteira, de rasgar as roupas dele, de expô-lo diante dos amigos do bar e do escritório. Mas ela tem medo. Não tem medo dele, essa é a desculpa politicamente correta respaldada pela Lei Maria da Penha. Ela tem medo de viver sem ele!

Ela se submete!

Para os outros, o casal perfeito! Vão ao baile juntos toda sexta-feira. Mentira, ela só faz o necessário para mantê-lo por perto. E sofre! Os homens não sabem retribuir. O macho é sádico e possessivo. Ele se excita com o sofrimento da fêmea, com o esforço que ela faz para se desvencilhar dele. E ela, biologicamente, não consegue deixar aquele que a submete, mesmo que no seu íntimo passe a odiá-lo pouco a pouco, dia a dia.

Ela assiste à sua própria destruição entre gritos e noites insones, mas não o deixa. Ela quer o lugar dele. Ela quer ser ele! Frio, calculista, capaz de tomar as atitudes mais radicais, sem nenhum medo de perdê-la. Se ela o deixar, ele domina outra. É objetivo, é força-bruta. Se ele a deixar, ela não passará de uma fêmea rejeitada.



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