terça-feira, 22 de março de 2011

Sexo e trabalho são coisas de homem, minha filha!

Vou escrever aqui numa espécie de "livre-associação"... já que ninguém lê esse blog mesmo... posso me dar ao luxo de elaborar um pensamento ao mesmo tempo em que escrevo, sem preocupações formais, de acabamento... enfim...

Ontem estávamos falando sobre os tempos atuais que carregam um "democratismo" (não estou certa de que foi esse termo que o Lucas usou, mas eu gostei) que nos dá a falsa sensação de que todos podem exercer sua liberdade de expressão, de ir e vir, seu livre arbítrio... e tal!

A sensação é falsa porque é óbvio que não há toda essa liberdade... acho que não estamos prontos pra isso. Mas queremos estar! Então, para sermos evoluídos, entramos nessa, de que não temos preconceitos, de que não oprimimos os excluídos sociais, de que respeitamos os princípios de igualdade entre os seres, mas é tudo mentira, e essa mentira velada é muito mais maléfica para as relações humanas do que a mais terrível ditadura assumida, pois cria a ideia de que não há o que combater, já que está tudo certo!

E quando pensamos em homens e mulheres, essa questão é gritante. Eu já acho isso há muito tempo, mas até ontem eu achava que o ponto crucial da "diferença disfarçada de igualdade" era a questão sexual. Quer dizer, existe uma ideia de que homens e mulheres têm hoje os mesmos direitos sexuais, que, assim como os homens, as mulheres podem trepar com quem quiserem e quando quiserem e quantas vezes quiserem... mas, na prática... tenta fazer isso? O que você preferiria, que seu filho fosse o cafajeste das menininhas ou sua filha a vagabunda da molecada? Acho que não preciso mais me explicar, né?

De qualquer maneira, eu acho que isso não é exatamente um mal, quer dizer, o problema não é que o preconceito continue existindo, o problema é que o preconceito talvez seja uma reação estúpida a uma diferença real entre os homens e as mulheres, diferença essa que não há de ser só uma questão social, talvez as mulheres realmente não sejam movidas pelo mesmo tipo de desejo que os homens, talvez, se não tentassem imitar os homens para se afirmarem, as mulheres - e sempre há as exceções - não tivessem, de fato, o desejo de trepar com vários caras... enfim, os corpos feminino e masculino são diferentes, os hormônios, as anatomias e fisiologias, as "psiques"... enfim, são tantas as diferenças, porque o comportamento haveria de ser igual?

Mas já estou me desviando do assunto central desse... texto?

A questão é que, até ontem, eu achava que a igualdade fingida entre homens e mulheres era representada principalmente pelas questões sexuais. E a partir de ontem eu me dei conta de que no trabalho essa falsa igualdade talvez venha desmanchando muitos casamentos sem que ninguém se dê conta dos verdadeiros motivos. Não pensei ainda muito nisso, mas já ouso dizer que os homens não suportam ver suas mulheres trabalhando, em especial se estiverem felizes e realizadas, e eles não! Sem falar na questão das diferenças salariais. E eu não estou falando dos machistas assumidos, porque esses dão às mulheres a clareza da situação para que elas possam escolher! O problema são os liberais... os artistas... aqueles que estimulam suas mulheres por um lado, e vetam por outro, disfarçando com motivos estranhos e incoerentes as suas "proibições"... é aí que mora o perigo!

É isso!

Esse foi bem feminista, né!????

hahahahahahahaha!