Eu amo você!
Mesmo.
Pena você não ver
Que posso amá-lo quando estou feliz
Que posso amá-lo longe de você
Que posso amá-lo quando discordamos.
Olha amor,
Vou amá-lo sempre
E não importa o quanto você exija de mim
Sempre vou amá-lo
Pois é preciso sobreviver para amar,
E eu tenho que manter viva a minha vontade
Para manter vivo o meu amor por você.
(juntar o seu rosto ao meu e lhe explicar o jeito correto de
dizer)
Cheguei tarde e estou exausta.
Eu quis restituir tudo o que foi rompido, tudo o que foi
roubado.
E eu lhe dei tanto, tanto mais do que podia, que me perdi.
Sei que o amor se aprende,
E creio que sempre é tempo.
Eu quis lhe ensinar toda a compreensão que nunca teve.
Quis amar o seu corpo com o carinho que nunca viu.
Quis tocar a sua alma com a minha e lhe fazer crer que é
possível
Confiar
Compartilhar
Se entregar.
“Você me ama mesmo que eu lhe maltrate?”
“Você me ama mesmo que eu lhe abandone?”
“Você me ama mesmo que eu duvide do seu amor?”
Não há jeito.
Não tenho mais nada
Não há mais o que dar.
E ainda é pouco.
Eu sei que é!
Enfim, você vai olhar e rir, sarcástico.
Eu sou como os outros.
Sobrevivente de tantos abandonos.
Cada dia mais impermeável.
Você permanecerá
Imutado
Incontaminado
Instransformado.
E eu, amor, vou amar.
*O título é plágio do Manoel Bandeira
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