domingo, 17 de outubro de 2010

A arte...

Decidimos fazer um blog!

Não!: falamos em documentar as conversas, em não deixar escapar tudo o que expressávamos nas tantas reuniões do feminino... que já foi Dorotéia e agora é só... como dizer?... pesquisa sobre o feminino...

Então aqui estou.

Mas quero dizer tantas coisas antes de dizer algo sobre o feminino.

(Acho que o twitter virou moda, pois permite que cuspamos pensamentos curtos e sem qualquer ligação entre si.

Estamos nesse tempo. A vida tem poucos caracteres! Ninguém permanece muito tempo diante de nada. Só consegue interlocutores aquele que é capaz de ser sucinto e... mais alguma coisa... sucinto e impactante!)

Não! Não são tantas coisas, só quero dizer uma coisa:

O homem, ou o mundo(?), corre vertiginosamente para o fim. Não há o que possamos fazer para evitar que o ser humano vá abandonando toda a concretude, todo o tempo presente, até que o real seja sumariamente substituído pelo virtual e, enfim, venha o fim!

Só podemos impedir que isso aconteça em um átimo! Podemos colocar obstáculos para que essa corrida tenha tropeções e demore um pouco a se concluir!

A arte é um desses obstáculos!, a religião é outro, mas a arte é mais potente. Pois não impede o indivíduo de correr! Faz com que ele queira permanecer um pouco mais no tempo (presente) da experiência (real)!

2 comentários:

  1. O mundo corre. Corramos com ele!
    O tempo presente da experiência é veloz!
    É uma queda da montanha russa.
    Um se jogar no abismo.
    Sempre com o vento nos cabelos.
    Vento barulhento! Barulhento! Barulhento!
    Com a cabeça pra fora da janela do carro!
    Como um poodle louco!

    17 de outubro de 2010 20:08

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  2. Para que a arte?

    Eu já não acredito na arte didática... que ensina algo, que tem moral da história. Nem mesmo na arte que transforma, pela reflexão.
    Acho que a arte não tem utilidade (no sentido de ser utilitária).
    A arte apenas nos dá uma experiência diferenciada das experiências que temos cotidianamente. Primeiro por ser uma experiência simbólica. Segundo por ser uma experiência que é (deveria ser) desprendida das leis da moral e dos bons costumes, das normas politicamente corretas, do bom senso, e de todas essas regras sociais que regem o convívio entre os homens.

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