Decidimos fazer um blog!
Não!: falamos em documentar as conversas, em não deixar escapar tudo o que expressávamos nas tantas reuniões do feminino... que já foi Dorotéia e agora é só... como dizer?... pesquisa sobre o feminino...
Então aqui estou.
Mas quero dizer tantas coisas antes de dizer algo sobre o feminino.
(Acho que o twitter virou moda, pois permite que cuspamos pensamentos curtos e sem qualquer ligação entre si.
Estamos nesse tempo. A vida tem poucos caracteres! Ninguém permanece muito tempo diante de nada. Só consegue interlocutores aquele que é capaz de ser sucinto e... mais alguma coisa... sucinto e impactante!)
Não! Não são tantas coisas, só quero dizer uma coisa:
O homem, ou o mundo(?), corre vertiginosamente para o fim. Não há o que possamos fazer para evitar que o ser humano vá abandonando toda a concretude, todo o tempo presente, até que o real seja sumariamente substituído pelo virtual e, enfim, venha o fim!
Só podemos impedir que isso aconteça em um átimo! Podemos colocar obstáculos para que essa corrida tenha tropeções e demore um pouco a se concluir!
A arte é um desses obstáculos!, a religião é outro, mas a arte é mais potente. Pois não impede o indivíduo de correr! Faz com que ele queira permanecer um pouco mais no tempo (presente) da experiência (real)!
O mundo corre. Corramos com ele!
ResponderExcluirO tempo presente da experiência é veloz!
É uma queda da montanha russa.
Um se jogar no abismo.
Sempre com o vento nos cabelos.
Vento barulhento! Barulhento! Barulhento!
Com a cabeça pra fora da janela do carro!
Como um poodle louco!
17 de outubro de 2010 20:08
Para que a arte?
ResponderExcluirEu já não acredito na arte didática... que ensina algo, que tem moral da história. Nem mesmo na arte que transforma, pela reflexão.
Acho que a arte não tem utilidade (no sentido de ser utilitária).
A arte apenas nos dá uma experiência diferenciada das experiências que temos cotidianamente. Primeiro por ser uma experiência simbólica. Segundo por ser uma experiência que é (deveria ser) desprendida das leis da moral e dos bons costumes, das normas politicamente corretas, do bom senso, e de todas essas regras sociais que regem o convívio entre os homens.